Esse é o entendimento de autores dos requerimentos, após conversas com o presidente Acrísio Sena
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no programa Bolsa Família na Capital poderá ser instalada amanhã, durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Fortaleza. Pelo menos, essa é a conclusão que os autores do requerimento tiveram, depois de conversas com o presidente da Casa Legislativa, o vereador Acrísio Sena (PT).
A instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades no programa deve voltar à discussão na Câmara FOTO: KID JÚNIOR
Outros parlamentares que apresentaram pedidos de CPIs no ano passado já disseram abrir mão de suas solicitações para que esta seja iniciada, imediatamente. O vereador Marcílio Gomes (PSL), por exemplo, informou ao Diário do Nordeste não se interessar mais pela CPI do uso indevido do solo em Fortaleza, apoiando, assim, a instalação da CPI do Bolsa Família. Segundo ele, o colegiado no qual havia solicitado instalação sequer chegou a ser composto.
A posição é compartilhada por Marcus Teixeira (PMDB), que chegou a afirmar não ter interesse por parte da Mesa Diretora na constituição de uma comissão para investigar os "táxis piratas", que ele propôs em maio de 2011. Somente o líder da prefeita, Ronivaldo Maia (PT), não abre mão de seus pedidos de CPIs, que foram feitos no mesmo dia, 26 de junho.
De acordo com o petista, a investigação da "máfia da pirataria" e das "torcidas organizadas" são tão importantes quanto a do Bolsa Família, visto que, segundo disse, a ex-secretária do Centro, Luiza Perdigão, chegou a ser ameaçada quando estava à frente da pasta. Foi de Ronivaldo Maia, o requerimento solicitando que se respeite o Regimento Interno da Câmara, segundo o qual somente três CPIs devem funcionar simultaneamente na Casa, o que ocasionou a confusão entre ele e o líder da oposição, Plácido Filho (PDT). O embate culminou no encerramento forçado da sessão.
Drogas
Outra investigação foi solicitada por Leonelzinho Alencar (PTdoB), no ano passado, visando realizar inquérito para identificar os focos de venda de drogas em Fortaleza. Os vereadores de oposição, por outro lado, dizem que todas as CPIs solicitadas pela base aliada foram feitas, tentando evitar uma averiguação de irregularidades na gestão da prefeita Luizianne Lins.
Em 2011, por exemplo, quando a liderança oposicionista queria instalar CPI para investigar possíveis irregularidades no uso do cartão corporativo, três requerimentos foram protocolados por governistas no mesmo dia e horário, no Departamento Legislativo. Naquele ano, quando se pensou em instalar a CPI do Instituto de Desenvolvimento e Gestão à Saúde (IDGS), logo apareceu o pedido feito por Leonelzinho Alencar.
No entanto, o vereador Ciro Albuquerque (PTC), disse que o colega estava "sem moral" para constituir uma CPI, pois está ligado a irregularidades que podem culminar em sua investigação, visto que sua mulher recebeu, indevidamente, os benefícios do Bolsa Família. "Se colocarem a CPI dele na frente dessa do Bolsa Família, ai sim, irá desmoralizar de vez esta Casa", condenou.
Ciro disse estar aguardando um posicionamento de Acrísio, mas afirmou já ter conversado com o presidente, que se mostrou favorável à instalação do colegiado.
A vereadora Toinha Rocha (PSOL), que levou o caso para o plenário da Câmara, disse que na última sexta-feira esteve com Acrísio e com o diretor geral Paulo Rolim. Toinha assegura que até a próxima sessão, na terça-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades no programa Bolsa Família estará instalada. Ela disse não querer participar do colegiado, pois está envolvida política e emocionalmente no caso.
Fonte: Diário do nordeste
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no programa Bolsa Família na Capital poderá ser instalada amanhã, durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Fortaleza. Pelo menos, essa é a conclusão que os autores do requerimento tiveram, depois de conversas com o presidente da Casa Legislativa, o vereador Acrísio Sena (PT).
A instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades no programa deve voltar à discussão na Câmara FOTO: KID JÚNIOR
Outros parlamentares que apresentaram pedidos de CPIs no ano passado já disseram abrir mão de suas solicitações para que esta seja iniciada, imediatamente. O vereador Marcílio Gomes (PSL), por exemplo, informou ao Diário do Nordeste não se interessar mais pela CPI do uso indevido do solo em Fortaleza, apoiando, assim, a instalação da CPI do Bolsa Família. Segundo ele, o colegiado no qual havia solicitado instalação sequer chegou a ser composto.
A posição é compartilhada por Marcus Teixeira (PMDB), que chegou a afirmar não ter interesse por parte da Mesa Diretora na constituição de uma comissão para investigar os "táxis piratas", que ele propôs em maio de 2011. Somente o líder da prefeita, Ronivaldo Maia (PT), não abre mão de seus pedidos de CPIs, que foram feitos no mesmo dia, 26 de junho.
De acordo com o petista, a investigação da "máfia da pirataria" e das "torcidas organizadas" são tão importantes quanto a do Bolsa Família, visto que, segundo disse, a ex-secretária do Centro, Luiza Perdigão, chegou a ser ameaçada quando estava à frente da pasta. Foi de Ronivaldo Maia, o requerimento solicitando que se respeite o Regimento Interno da Câmara, segundo o qual somente três CPIs devem funcionar simultaneamente na Casa, o que ocasionou a confusão entre ele e o líder da oposição, Plácido Filho (PDT). O embate culminou no encerramento forçado da sessão.
Drogas
Outra investigação foi solicitada por Leonelzinho Alencar (PTdoB), no ano passado, visando realizar inquérito para identificar os focos de venda de drogas em Fortaleza. Os vereadores de oposição, por outro lado, dizem que todas as CPIs solicitadas pela base aliada foram feitas, tentando evitar uma averiguação de irregularidades na gestão da prefeita Luizianne Lins.
Em 2011, por exemplo, quando a liderança oposicionista queria instalar CPI para investigar possíveis irregularidades no uso do cartão corporativo, três requerimentos foram protocolados por governistas no mesmo dia e horário, no Departamento Legislativo. Naquele ano, quando se pensou em instalar a CPI do Instituto de Desenvolvimento e Gestão à Saúde (IDGS), logo apareceu o pedido feito por Leonelzinho Alencar.
No entanto, o vereador Ciro Albuquerque (PTC), disse que o colega estava "sem moral" para constituir uma CPI, pois está ligado a irregularidades que podem culminar em sua investigação, visto que sua mulher recebeu, indevidamente, os benefícios do Bolsa Família. "Se colocarem a CPI dele na frente dessa do Bolsa Família, ai sim, irá desmoralizar de vez esta Casa", condenou.
Ciro disse estar aguardando um posicionamento de Acrísio, mas afirmou já ter conversado com o presidente, que se mostrou favorável à instalação do colegiado.
A vereadora Toinha Rocha (PSOL), que levou o caso para o plenário da Câmara, disse que na última sexta-feira esteve com Acrísio e com o diretor geral Paulo Rolim. Toinha assegura que até a próxima sessão, na terça-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades no programa Bolsa Família estará instalada. Ela disse não querer participar do colegiado, pois está envolvida política e emocionalmente no caso.
Fonte: Diário do nordeste


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